Futuro: a alta dos imóveis de dois dormitórios

O Secovi-SP – Sindicato da Habitação – realizou a Pesquisa do Mercado Imobiliário, através de seu Departamento de Economia e Estatística. Nela, foi comprovada que, de janeiro a novembro de 2010 foram comercializadas 31 mil unidades residenciais novas na cidade de São Paulo, número bem próximo ao registrado no mesmo período do ano anterior. Mas o destaque da pesquisa se deu no avanço da venda de imóveis com dois dormitórios.

No período analisado, as unidades de dois quartos registraram aproximadamente 40% do total das vendas, seguidas por imóveis de 3 e 4 dormitórios com, respectivamente, 32% e 17%. Os imóveis com 1 dormitório representaram 11%.

Nos lançamentos, a participação de apartamentos de 2 dormitórios foi de 48%; os de 3 dormitórios ficaram com 31% do total, seguidos pelos empreendimentos com 1 quarto, com índice de 12%, e de 4 quartos, com 9%. Considerando o tamanho dos imóveis por meio da análise da área útil, o destaque ficou para os que possuem de 46 m² a 65 m², com 39% de participação do total de unidades vendidas. A seguir surgem aquelas com tamanho de 66 m² a 85 m², com 22% do total comercializado, acompanhadas por produtos de 86 m² a 130 m², cuja representação no volume total de vendas foi de 17%.

Para os próximos anos, a diretoria do Secovi-SP acredita que o mercado imobiliário continuará apresentando resultados positivos, mantendo crescimento sustentado próximo à variação do PIB (Produto Interno Bruto). Permanecerá gerando empregos e colaborando com o desenvolvimento socioeconômico do País.

“Porém, o setor terá de investir em melhoria dos processos burocráticos, inovação tecnológica e qualificação da mão de obra, a fim de racionalizar o processo atual de incorporação e construção, excessivamente demorado”, alerta Crestana.

Fontes de recursos para o financiamento à produção e à aquisição de imóveis pela classe média é outro gargalo a ser solucionado a partir de 2012 ou 2013.

Tendo a Caixa Econômica Federal como principal agente financiador com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e os bancos privados como captadores e aplicadores da caderneta de poupança, o setor já iniciou os debates acerca da necessidade de complementação desses fundings. Discutem-se novas fontes atraindo o mercado de capitais e instrumentos de captação de mais longo prazo. Essas medidas deverão permitir a transição do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) para o SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário) e a manutenção da saúde financeira do segmento produtivo e do consumidor, que terão crédito disponível para novos negócios.

Para conferir o Balanço 2010 do Mercado Imobiliário da cidade de São Paulo completo, acesse: http://www.secovi.com.br/pesquisa/balanco/2010/index.php

texto: assessoria de imprensa Secovi

edição: Portal dos Condomínios

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